quinta-feira, 28 de maio de 2009

FRANCÊS:
Passé Composé

1. Utilização e formação do passé composéTodas as expressões em destaque nas frases acima indicadas são formas verbais. Se reparares bem, todas elas são constituídas por dois verbos (um verbo auxiliar, seguido do verbo principal). Ou seja, encontram-se conjugadas num tempo composto (Nota: o tempo composto, ao contrário do tempo simples, implica sempre o recurso a um verbo auxiliar; logo, é composto por mais do que uma forma verbal). Trata-se de um tempo verbal que se refere a acções realizadas (e concluídas) no passado: o passé composé.Convém referir que o passé composé corresponde ao pretérito perfeito simples em Português (ainda que este seja um tempo simples e não composto).Ex: "sont allés" = foram (verbo IR); "sont partis" = partiram; "sont arrivés" = chegaram; "sont entrés" = entraram; "se sont cachés" = esconderam-se; "se sont promenés" = passearam; "sont revenus" = voltaram.Em suma, o passé composé é um tempo verbal composto do modo indicativo que informa sobre factos ou acções decorridas no passado, acções essas curtas, rápidas, momentâneas e/ou já completamente concluídas. Compõe-se de um auxiliar (verbo ÊTRE ou AVOIR) no presente do indicativo, seguido do verbo principal no particípio passado.
Verbe auxiliareAVOIR ou ÊTREau présent de l'indicatif
+
Verbe principalau participe passé
Ex: " sont allés" a sont = auxiliar - presente ind. (verbo ÊTRE) + allés = particípio passado (verbo ALLER) " ont vu" a ont = auxiliar - presente indicativo (verbo AVOIR) + vu = particípio passado (verbo VOIR)NOTA: na frase negativa, os dois elementos da negação surgem intercalados com as formas verbais (no caso de NE... PAS, por exemplo, Ne é utilizado entre o sujeito e o auxiliar, e PAS entre o auxiliar e o verbo principal). Ex: Ils ne sont pas allés en Chine.2. Escolha do auxiliar: Être ou Avoir ?A grande maioria dos verbos franceses conjuga-se com o auxiliar AVOIR. Há verbos, no entanto, que exigem o recurso ao auxiliar ÊTRE. São eles:
1. os denominados verbos de movimento (incluindo verbos intransitivos que indicam estados, ou seja, verbos descritivos) e compostos a Ex: monter / descendre, arriver / partir, venir / revenir / devenir, naître / mourir...(Nota: chamam-se transitivos directos os verbos que pedem um complemento directo, transitivos indirectos os que exigem um complemento indirecto, e intransitivos os que não precisam nem de complemento directo nem de complemento indirecto.)

2. todos os verbos pronominais (ou conjugados na forma pronominal) a se laver, se cacher, s'appeler...
O quadro que a seguir te apresentamos contém os 18 verbos pertencentes ao primeiro grupo (1), aos quais se acrescentaram determinados verbos compostos a partir de alguns deles. Para facilitar o estudo, associamos, sempre que possível, cada verbo ao seu antónimo.

1. Verbes de mouvement et intransitifs descriptifs (d'état) à l'auxiliaire ÊTRE
Infinitif
Participe passé
allervenir
allévenu
Composés: revenir, devenir
revenu, devenu
arriverpartir
arrivéparti
Composé: repartir
reparti
retourner *
retourné
passer *rester
passéresté
Composé: repasser
repassé
entrersortir *
entrésorti
Composé: rentrer *, ressortir
rentré, ressorti
descendre *monter *
descendumonté
Composé: redescendre
redescendu
tomber
tombé
naîtremourir
némort
apparaître **disparaître **
apparudisparu
échapper (à / de) **
échappé
éclore **
éclos
INGLÊS:
Voz Passiva

Passive voice
. A voz passiva é usada para dizer o que acontece ao sujeito e nem sempre quem praticou a acção é importante.
. Quando queremos dizer quem praticou a acção ou o quê, usamos be (is/are) no presente ou (was/were) no passado.
. O verbo principal passa para particípio passado.
. A voz passiva só se utiliza com verbos que pedem complemento; caso contrário não é possível a transformação.
. O complemento passa para sujeito da frase da passiva.
Exemplo: Someone closed the windows. (activa)
The windows were closed. (passiva)
1. Com os vários tempos verbais:
1.1 Se a frase estiver no presente: He closes the windows. (activa)
- o verbo be usa-se no presente: The windows are closed. (passiva)

1.2 Se a frase estiver no passado: He closed the windows. (activa)
- o verbo be usa-se no passado: The windows were closed. (passiva)

1.3 Se a frase estiver no futuro ou noutro tempo verbal - (...)
- o verbo be usa-se no futuro ou noutro tempo verbal, respectivamente.

2. Com os modal verbs:

People can change their lifestyle. (activa)
- utiliza-se modal verb + be + particípio passado:
Lifestyle can be changed by people. (passiva)

quinta-feira, 21 de maio de 2009


A poesia, ou género lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos. “Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice.” O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fáctico. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).
A poesia, no seu sentido mais restrito, parte da linguagem verbal e, através de uma atitude criativa, transfigura-a da sua forma mais corrente e usual (a prosa), ao usar determinados recursos formais. Em termos gerais, a poesia é predominantemente oral - mesmo quando aparece escrita, a oralidade aparece sempre como referência quase obrigatória, aproximando muitas vezes esta arte da música.
Géneros poéticos
Os géneros de poesia permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, grandiloquente, aborda temas como a guerra ou outras situações extremas. Dentro do género épico, destaca-se a epopeia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão um sentimento, como por exemplo o amor. Vários poemas falam de amor. O poema é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma.
Definição sucinta de poesia: é a arte de exprimir sentimentos por meio da palavra ritmada. Essa definição torna-se insuficiente quando se volta o olhar para a poesia social, a política ou a metapoesia. Com o advento da poesia concreta, o próprio ritmo da palavra foi anulado como definição de poesia, valorizando mais o sentido. O poema passa a ter função de exprimir sucintamente e entre linhas o pensamento do eu-lírico. A narrativa também pode fazer isso, mas a maioria dos poemas, com excepção dos épicos, não se baseia num enredo. A mensagem do autor é muito mais importante do que a compreensão de algum fato.
Polinomios

Grau de um polinómio
Em um polinómio, o termo de mais alto grau que possui um coeficiente não nulo é chamado termo dominante e o coeficiente deste termo é o coeficiente do termo dominante. O grau de um polinômio p=p(x) não nulo, é o expoente de seu termo dominante, que aqui será denotado por gr(p).
Acerca do grau de um polinômio, existem várias observações importantes:
1. Um polinômio nulo não tem grau uma vez que não possui termo dominante. Em estudos mais avançados, define-se o grau de um polinômio nulo mas não o faremos aqui.
2. Se o coeficiente do termo dominante de um polinômio for igual a 1, o polinômio será chamado mônico.
3. Um polinômio pode ser ordenado segundo as suas potências em ordem crescente ou decrescente.
4. Quando existir um ou mais coeficientes nulos, o polinômio será dito incompleto.
5. Se o grau de um polinômio incompleto for n, o número de termos deste polinômio será menor do que n+1.
6. Um polinômio será completo quando possuir todas as potências consecutivas desde o grau mais alto até o termo constante.
7. Se o grau de um polinômio completo for n, o número de termos deste polinômio será exatamente n+1.
É comum usar apenas uma letra p para representar a função polinomial p=p(x) e P[x] o conjunto de todos os polinômios reais em x.


Soma de polinómios
Consideremos p e q polinómios em P[x], definidos por:
p(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +... + anxnq(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +... + bnxn
Definimos a soma de p e q, por:
(p+q)(x) = (ao+bo)+(a1+b1)x+(a2+b2)x²+...+(an+bn)xn
A estrutura matemática (P[x],+) formada pelo conjunto de todos os polinómios com a soma definida acima, possui algumas propriedades:
Associativa: Quaisquer que sejam p, q, r em P[x], tem-se que:
(p + q) + r = p + (q + r)
Comutativa: Quaisquer que sejam p, q em P[x], tem-se que:
p + q = q + p
Elemento neutro: Existe um polinômio po(x)=0 tal que
po + p = p
qualquer que seja p em P[x].
Elemento oposto: Para cada p em P[x], existe outro polinômio q=-p em P[x] tal que
p + q = 0
Com estas propriedades, a estrutura (P[x],+) é denominada um grupo comutativo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A Revolução Francesa
Revolução Francesa é o nome dado ao conjunto de acontecimentos que, entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799, alteraram o quadro político e social da França. Em causa estavam o Antigo Regime (Ancien Régime)
e a autoridade do clero e da nobreza. Foi influenciada pelos ideais do Iluminismo e da Independência Americana (1776). Está entre as maiores revoluções da história da humanidade.
A Revolução é considerada como o acontecimento que deu início à Idade Contemporânea. Aboliu a
servidão e os direitos feudais e proclamou os princípios universais de "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau. Para a França, abriu-se em 1789 o longo período de convulsões políticas do século XIX, fazendo-a passar por várias repúblicas, uma ditadura, uma monarquia constitucional e dois impérios.

Datas e Fatos Essenciais
1787: Revolta dos Notáveis
1789: Revolta do Terceiro Estado; 14 de Julho: Tomada da Bastilha; 26 de Agosto: Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
1790: Confisco dos bens do Clero.
1791: Constituição que estabeleceu a Monarquia Constitucional.
1791: Tentativa de fuga e prisão do rei Luís XVI.
1792: Invasão da França pela Áustria e Prússia.
1793: Oficialização da República e morte do Rei Luís XVI; 2ª Constituição.
1793: Terror contra os inimigos da revolução.
1794: Deposição de
Robespierre.
1795: Regime do Directório — 3ª Constituição.
1799: Golpe do 18 de Brumário (9 de Novembro) de Napoleão.

Por que uma Revolução?
A França tomada pelo Antigo Regime era um grande edifício construído por cinquenta gerações, por mais de quinhentos anos. As suas fundações mais antigas e mais profundas eram obras da Igreja, estabelecidas durante mil e trezentos anos.
A sociedade francesa do século XVIII mantinha a divisão em três Ordens ou Estamentos típica do Antigo Regime – Clero ou Primeiro Estado, Nobreza ou Segundo Estado, e Povo ou Terceiro Estado – cada qual regendo-se por leis próprias (privilégios), com um Rei absoluto (ou seja, um Rei que detinha um poder supremo independente) no topo da hierarquia dos Estados.

Causas:
Sociais
O Terceiro-Estado carregando o Primeiro e o Segundo Estados nas costas.
A sociedade francesa da segunda metade do século XVIII possuía dois grupos muito privilegiados:
- O Clero ou Primeiro Estado, composto pelo Alto Clero, que representava 0,5% da população francesa, era identificado com a nobreza e negava reformas, e pelo Baixo Clero, identificado com o povo, e que as reclamava;
- A Nobreza, ou Segundo Estado, composta por uma camada palaciana ou cortesã, que sobrevivia à custa do Estado, por uma camada provincial, que se mantinha com as rendas dos feudos, e uma camada chamada Nobreza Togada, em que alguns juízes e altos funcionários burgueses adquiriram os seus títulos e cargos, transmissíveis aos herdeiros. Aproximava-se de 1,5% dos habitantes.
- Esses dois grupos (ou Estados) oprimiam e exploravam o Terceiro Estado, constituído por burgueses, camponeses sem terra e os "
sans-culottes", uma camada heterogénea composta por artesãos, aprendizes e proletários, que tinham este nome graças às calças simples que usavam, diferentes dos tecidos caros utilizados pelos nobres. Os impostos e contribuições para o Estado, o clero e a nobreza incidiam sobre o Terceiro Estado, uma vez que os dois últimos não só tinham isenção tributária como ainda usufruíam do tesouro real por meio de pensões e cargos públicos.

Económicas
No meio do caos económico e do descontentamento geral, Luís XVI da França não conseguiu promover reformas tributárias, impedido pela nobreza e pelo clero, que não "queriam dar os anéis para salvar os dedos". Não percebendo que seus privilégios dependiam do Absolutismo, os notáveis pediram ajuda à burguesia para lutar contra o poder real - era a Revolta da Aristocracia ou dos Notáveis (1787-1789). Eles iniciaram a revolta ao exigir a convocação dos Estados Gerais para votar o projecto de reformas.
Por sugestão do Ministro Jacques Necker, o rei Luís XVI convocou a Assembleia dos Estados Gerais, instituição que não era reunida desde 1614. Os Estados Gerais reuniram-se em Maio de 1789 no Palácio de Versalhes, com o objectivo de acalmar uma revolução de que já falava a burguesia.
As causas económicas também eram estruturais. As riquezas eram mal distribuídas; a crise produtiva manufactureira estava ligada ao sistema corporativo, que fixava quantidade e condições de produtividade. Isso descontentou a burguesia.


Politica
Em Fevereiro de 1787, o ministro das finanças, Loménie de Brienne, submeteu a uma Assembleia de Notáveis, escolhidos de entre a nobreza, clero, burguesia e burocracia, um projecto que incluía o lançamento de um novo imposto sobre a propriedade da nobreza e do clero. Esta Assembleia não aprovou o novo imposto, pedindo que o rei Luís XVI convocasse os Estados-Gerais. Em 8 de Agosto, o rei concordou, convocando os Estados Gerais para Maio de 1789. Fazendo parte dos trabalhos preparatórios da reunião dos Estados Gerais, começaram a ser escritos os tradicionais cahiers de doléances, onde se registaram as queixas das três ordens. O Parlamento de Paris proclama então que os Estados Gerais se deveriam reunir de acordo com as regras observadas na sua última reunião, em 1614. Aproveitando a lembrança, o Clube dos Trinta começa imediatamente a lançar panfletos defendendo o voto individual inorgânico - "um homem, um voto" - e a duplicação dos representantes do Terceiro Estado.